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COMBATE AO SPAM NO BRASIL

Hoje spammers do mundo todo usam computadores de usuários de Internet no Brasil para enviar mensagens para outros países de forma anônima e gratuita. A gerência de porta 25 vai impedir que nossas redes sejam abusadas por esses spammers, impedir o desperdício de banda e retirar o Brasil de listas internacionais de países que mais enviam spam.

O CGI.br e o NIC.br coordenaram a campanha de gerência da porta 25 no Brasil. Essa medida diz respeito a um conjunto de ações para evitar o envio de spams.

O Brasil, que já chegou a ocupar o topo de listas de países que mais enviam spam no mundo, hoje, não está mais nessas listas por conta da adoção da gerência da porta 25.

Neste vídeo, os entrevistados Demi Getschko (diretor-presidente do NIC.br), Carlos Alberto Afonso (conselheiro do CGI.br representante do terceiro setor), Eduardo Parajo (conselheiro do CGI.br representante do setor empresarial), Henrique Faulhaber (conselheiro do CGI.br representante do setor empresarial), Eduardo Levy (conselheiro do CGI.br representante do setor empresarial) e Rubens Kuhl (Gerente de Produtos e Mercado do NIC.br) contam a história da gerência da porta 25 e o seu impacto na Internet brasileira.

RFID

A origem da tecnologia RFID remonta à Segunda Guerra Mundial, nos sistemas de radares utilizados por várias nações como, por exemplo, Alemanha, Japão, Inglaterra e EUA. Estes radares permitiam que a notificação da aproximação de aviões, mesmo eles ainda estando distantes, facilitando a preparação das defesas contra ataques inimigos. Contudo, não se tinha como destinguir os aviões inimigos dos amigos.

A forma de distinção para o sistema de radar foi “inventada” pelo físico escocês Sir Robert Alexander Watson-Watt que, em conjunto com o exército britânico, desenvolveu um sistema para identificação de aeronaves amigas no radar, para tornar realmente efetiva a preparação contra ataques inimigos. Assim, foram implantados transmissores em aviões ingleses que davam respostas diferentes ao radar, indicando-os como amigos. Deste modo, estava implantado o primeiro sistema de identificação por rádio frequência.

Como funciona?

Um sistema de RFID é composto, basicamente, de uma antena, um transceptor, que faz a leitura do sinal e transfere a informação para um dispositivo leitor, e também um transponder ou etiqueta de RF (rádio frequência), que deverá conter o circuito e a informação a ser transmitida. Estas etiquetas podem estar presentes em pessoas, animais, produtos, embalagens, enfim, em equipamentos diversos.

Assim, a antena transmite a informação, emitindo o sinal do circuito integrado para transmitir suas informações para o leitor, que por sua vez converte as ondas de rádio do RFID para informações digitais. Agora, depois de convertidas, elas poderão ser lidas e compreendidas por um computador para então ter seus dados analisados.

Etiquetas RFID

Existem dois tipos de etiquetas RFID: passiva e ativa.

Passiva: Estas etiquetas utilizam a rádio frequência do leitor para transmitir o seu sinal e normalmente têm com suas informações gravadas permanentemente quando são fabricadas. Contudo, algumas destas etiquetas são “regraváveis”.

Ativa: As etiquetas ativas são muito mais sofisticadas e caras e contam com uma bateria própria para transmitir seu sinal sobre uma distância razoável, além de permitir armazenamento em memória RAM capaz de guardar até 32 KB.

Frequências utilizadas

As frequências usadas em um sistema RFID podem variar muito de acordo com a sua utilização. Um sistema de radar possui frequência e alcances muito maiores que um sistema de pagamento via telefone celular, por exemplo.

E onde isso pode ser útil?

O sistema de identificação por rádio frequência pode atuar em diversas frentes, que podem ir desde aplicações médicas e veterinárias até uso para pagamento e substituição de códigos de barras. Veja abaixo algumas das possíveis aplicações da RFID:

1 - Pagamento via celular

Com a identificação por rádio frequência será possível realizar pagamentos via telefone celular. Através da identificação dos sinais, o seu banco receberá os dados de sua compra, descontando em sua conta bancária ou informando o valor em sua próxima fatura. Esse sistema na verdade já existe em outros países e funciona através de um dispositivo de aproximadamente 3 mm (milímetros).

2 - Controle de estoque

Outra aplicação em supermercados e lojas seria para controle de estoque. Com etiquetas RFID presentes em todos os produtos, através das ondas de rádio seria possível ter um relato completo e preciso de tudo que está em estoque, evitando erros e dispensando a necessidade de fazer balanços mensais demorados e manuais.

3 - Substituição de códigos de barras

Imagine que para pagar suas compras você só precise passar com o carrinho cheio por perto de um receptor, na saída do supermercado? Pois é, com o RFID as compras ficariam mais ou menos assim, pois uma antena seria capaz de identificar tudo o que você está levando e geraria uma fatura a partir disso. Em alguns casos, tanto a etiqueta RFID quanto o código de barras podem estar presentes nos produtos.

4 - Rastreamento de cargas

Para conferir mais segurança e evitar roubo de cargas, empresas de transporte e logística já vêm implantando o sistema de RFID para rastrear suas cargas. Isso é, acima de tudo, uma medida de segurança, visto que o rastreamento pretende coibir a ação de ladrões, afinal, não importa para onde vá, a carga terá sua posição localizada em tempo real.

E o futuro?

Os próximos passos desta tecnologia ainda são incertos, mas especialistas garantem que ela não deve substituir o código de barras, mas sim que os dois podem coexistir normalmente. Isso porque a demanda de cada uma destas tecnologias pode ser diferente, de acordo com a finalidade de determinados produtos e equipamentos. Ao que tudo indica, esta tecnologia deve “pegar” mesmo na questão de identificação de produtos e controle de estoque.

Além disso, países europeus permitem a inserção subcutânea (sob a pele) de chips que utilizam a RFID em animais domésticos. Também no Velho Mundo já é possível encontrar vários países que utilizam o sistema de passaporte biométrico. Com o passar dos anos, os estudos na área devem persistir e trazer várias novidades a todos nós.